Em matéria recente publicada pelo jornal Extra um gráfico apresentava dados que chamam a atenção, nos últimos anos os gastos do Estado com segurança pública superaram os gastos com educação. Uma sociedade que investe mais em segurança do que em educação é uma sociedade doente, em algum momento na história desse povo as políticas públicas foram insuficientes ou fracassaram, não é só investindo mais em segurança que os erros serão corrigidos. Vamos
cuidar das nossas crianças para que não seja necessário puni-las no
futuro, a negligência da sociedade hoje retornará no
futuro para esta mesma sociedade em forma de violência.
Muitas
crianças estão fora da escola, assistimos todos os dias nos sinais de
trânsito ou vemos aquele vizinho que não matricula o filho, as pequenas
mãos que hoje não segurarem um lápis poderão amanhã ser ferramentas da
violência. Outras crianças até entram na escola mas com sucessivos
fracassos acabam por abandonar o espaço escolar, ninguém quer ficar num local onde fracassa o tempo todo. É
preciso garantir a permanência do aluno na escola através de uma rede de
proteção que envolve educação em tempo integral, saúde e assistência social, precisamos de uma política séria de prevenção ao uso
de drogas, prevenção a gravidez na adolescência, programas de qualificação do jovem e inserção no mercado de trabalho e também considerar com seriedade uma
política pública de planejamento familiar.
Colocando o foco sobre a renda, de um Estado forte espera-se o combate as desigualdades sociais e uma distribuição de renda onde os membros participantes dessa sociedade tenham garantido o seu direito de desenvolvimento e ascensão social, o livre mercado é danoso principalmente para as classes populares, não existe igualdade de oportunidades se a construção desta nação foi baseada em relações de desigualdade. Em pesquisas recentes realizadas por Marc
Morgan Milá, ficou constatado que no último século não houve grande mudança em relação a distribuição de renda, 1% da população é detentora de 27% de toda a renda. Precisamos de um sistema tributário progressivo, onde quem tem mais, pague mais e quem tem menos pague menos.Por exemplo, aleatoriamente, simular um imposto de um real sobre o quilo do feijão compromete muito mais a renda do assalariado do que este mesmo valor sobre a renda de alguém da classe alta. Precisamos de um governo que pense em todos os cidadãos, sirva a todos, cuide de todos, chegue em todos, seja de todos e bom para todos, independentemente da classe social a que pertença.
disponível em:
http://extra.globo.com/casos-de-policia/com-beltrame-secretaria-de-seguranca-teve-orcamento-recorde-ultrapassou-educacao-saude-19635316.html
Pesquisa de Marc Morgan Milá disponível em:
www.cartacapital.com.br/economia/brasil-um-dos-paises-mais-desiguais-do-mundo
www.forum21.org.br/2016/02/23/303/



